Irene Wiggers: da comunidade rural à alta joalheria

Nascida em uma comunidade rural de Braço do Norte, Santa Catarina, Irene Wiggers, construiu uma trajetória inspiradora, marcada pela busca incessante por conhecimento, justiça e igualdade.

Médica radiologista, empresária de alta joalheria e líder comunitária, ela personifica a força da mulher que desafia as expectativas e transforma realidades e faz parte do time das entrevistadas do Mulheres que Inspiram 2025, projeto desenvolvido pela Contax Contabilidade e Planejamento Tributário em parceria com Gustavo Siqueira e conta com o apoio do Meeting Negócios e Economia e da Presse Comunicação.

Médica radiologista, empresária de alta joalheria e líder comunitária, ela personifica a força da mulher que desafia as expectativas e transforma realidades. Divulgação

Décima de onze filhos, Irene cresceu em um ambiente de responsabilidades compartilhadas e forte estímulo à educação.

“Desde crianças tínhamos responsabilidades no funcionamento da pequena comunidade formada pela grande família, que hoje seriam consideradas acima da nossa capacidade, porém, apesar do trabalho, todos eram estimulados pelos pais a estudar”, relembra. A percepção da baixa expectativa de mudanças para melhor, especialmente para as mulheres, a impulsionou a ver nos estudos um “atalho” para transformar sua vida.

A Força da inspiração reversa e a busca pela justiça

A influência dos pais foi determinante em sua formação. “A mãe em especial me inspirou a ser determinada, resiliente, em síntese, ela tinha uma espécie de bravura incansável. Do meu pai eu herdei o forte e quase visceral desejo de justiça individual e coletiva, além de estímulo a estudar”, conta.

A irmã mais velha, com quem aprendeu a analisar o comportamento humano, também foi uma grande influência, assim como o exemplo do que ela não queria para si. “Aliás, posso dizer que tive muitas inspirações no meio onde vivia que vieram daquilo que não queria ser. Elas foram no sentido reverso”, explica.

A decisão de estudar, ainda na infância, foi o primeiro momento decisivo em sua carreira. O segundo, o divórcio, que a levou a criar os dois filhos sozinha. “Eu nasci com uma força e coragem para tomar decisões. Mas muitas mulheres não as têm. Nós aqui hoje já fomos homenageadas pelo universo e devemos ser gratas pelo sucesso alcançado”, reflete. A criação da residência médica em radiologia no Hospital Santa Catarina e a participação na gestão da Unimed, onde chegou ao cargo de vice-presidente, foram outros marcos importantes.

Lições que a vida deu

As principais lições aprendidas por Irene ao longo da vida são a independência econômica, o estudo contínuo, a eliminação de preconceitos, a busca pelo melhor, a superação do vitimismo, a luta por causas coletivas e a busca por ajuda. “Entender que não vamos mudar o mundo, mas, mesmo assim, devemos fazer sempre o melhor”, afirma.

O equilíbrio entre vida profissional e pessoal é um desafio constante, mas Irene delega tarefas, prioriza atividades, faz pausas estratégicas e não se prende a “bobagens”. “Sempre tento a solução mais prática em intercorrências e me adapto às mudanças”, revela.

Impacto na comunidade e o legado na joalheria

A criação do serviço de imagem do Hospital Santa Catarina e da residência médica em radiologia, além da participação na gestão da Unimed, são projetos que tiveram um impacto significativo na comunidade. “Tenho orgulho de ter conduzido minha carreira com foco no coletivo, sempre tendo o cuidado de não explorar qualquer pessoa, e ainda, estimular a todos, o crescimento pessoal e profissional”, destaca.

Seus planos futuros incluem continuar atuando como médica radiologista, conviver com a família e desenvolver a Tolenttino Joias, empresa de alta joalheria que fundou com a família.

Igualdade de gênero é uma luta contínua

Irene vê o papel da mulher na sociedade ainda marcado por preconceitos, muitas vezes disfarçados. Para promover a igualdade de gênero, ela defende a educação desde a infância, a participação na política, o empreendedorismo com igualdade de oportunidades e o estímulo à busca pela igualdade no ambiente familiar.

As mulheres que a inspiram são aquelas que estão próximas a ela: a mãe, a irmã, uma amiga, a filha e as netas. “As mulheres que me inspiram estão todas próximas a mim. Algumas já me deixaram, mas, suas lições eu aprendi e outras aproveito o prazer da convivência com troca de experiências únicas e outras, ainda, como minhas netas, quero ser visionária e inovar para elas aprimorarem”, diz.

Para as mulheres que buscam fazer a diferença, Irene deixa um conselho: “Em primeiro lugar, se profissionalizar ao máximo para poder escolher o que quer da vida. Não declinar da vida afetiva, mas procurar um equilíbrio com a profissional. Participar das atividades sociais, políticas, corporativas, entre outras. Escolher alguém para compor a família que divide as tarefas domésticas e a educação dos filhos, além de respeitar e estimular o seu crescimento pessoal e profissional. Escolher ter ou não ter filhos, quando e com quem. Não desistir nunca de ser feliz.”

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