Alunos de Joinville aprendem a plantar batata-doce em sacos de ração

Você já imaginou como seria o processo de plantar batata-doce utilizando sacos de ração? Na Escola Agrícola Municipal Carlos Heins Funke, em Joinville, a prática está sendo compartilhada nas aulas de Geografia —é durante os encontros que a turma aprende o processo e formas de reproduzir a técnica até mesmo em casa.

O plantio e a colheita da batata-doce faz parte da rotina dos estudantes da escola agrícola de Joinville

O plantio e a colheita de batata-doce faz parte da rotina dos estudantes da escola agrícola de Joinville – Foto: Escola Agrícola Municipal Carlos Heins Funke

Junto com a professora Silvana Maria Krein, o projeto foi nomeado como “Batata-doce produzida em sacos de ráfia”, o e os estudantes compreenderam que existem diversas formas de plantação, até mesmo aquelas que podem ser introduzidas na rotina de quem vive em áreas urbanas, como apartamentos.

“Alguns produtos agrícolas estão sendo cultivados de diversas maneiras em espaços menores, sendo plantados diretamente no solo ou em sacos reciclados de ração, método utilizado no projeto. Pode ser plantada a partir de ramas destacadas de plantas adultas, a partir da própria batata-doce brotada ou de sementes”, ressalta a educadora, que auxiliou os jovens na colheita de uma batata-doce com mais de três quilos.

Seja para consumo próprio ou para compartilhar com os amigos aquilo que foi feito na cozinha, a nova forma de enxergar aquilo que, frequentemente, está à mesa é um mecanismo para aproximar a turma de uma alimentação pautada nos nutrientes e no que podem contribuir com a saúde, além de incentivar novos tipos de produção.

“O projeto visa mostrar ao aluno que essa prática do plantio em saco é um recurso para habitantes de área urbana, que vivem em pequenos espaços. Também destaca a importância de seus nutrientes para a saúde e as formas de preparar receitas”, diz a professora.

Para quem não sabe os detalhes do plantio, é possível enterrar a batata-doce a cerca de cinco centímetros de profundidade ou optar pela forma de imersão, em um recipiente coberto de água — aqui o item brota antes do plantio.

“É uma planta resistente, de crescimento vigoroso e não exige tratos culturais específicos. A colheita pode ocorrer de 100 a mais de 180 dias após o plantio, dependendo do cultivar utilizado, da forma de plantio e das condições de cultivo”, explica Silvana.

Aqueles que fizeram parte do projeto compartilharam com os familiares os conhecimentos que foram adquiridos. “É rica em nutrientes e esse tubérculo é muito bom para a saúde. Logo depois que plantamos, cultivamos e colhemos, fizemos um prato típico. O que sobrou dividimos e levamos para casa”, ressalta Gabriel Gustavo Debatim, 13, oitavo ano.

Para Vitória Larissa Silva, 13, também do oitavo ano, o diferencial está em participar de todo o processo. “Achei uma experiência muito diferente, mesmo já cultivando e mexendo na área da agricultura. É muito gratificante plantar alguma coisa e depois falar ‘foi eu que plantei’ ou ‘esse doce que fiz foi com o que eu plantei e cuidei todo aquele tempo’”, descreveu a aluna.

Além de colocar a mão na massa para produzir, a turma utilizou o tempo de aula para fazer pesquisas sobre a trajetória da batata-doce, produziu cartazes sobre o assunto, além de receitas que foram compartilhadas na unidade.

Na produção, os grupos utilizaram 60% de folhas secas em decomposição, 40% de composto orgânico e a rama do alimento, colocadas dentro do saco de ração.

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