Opinião | Trump protecionista, Lula liberal e a China capitalista: o mundo virou de cabeça para baixo!

Ah, o mundo político, sempre nos brindando com suas deliciosas ironias! Imagine só: de um lado, temos Donald Trump, o bastião da direita americana, erguendo muros tarifários como se fossem as muralhas de um castelo medieval. Do outro, Luiz Inácio Lula da Silva, o ícone da esquerda brasileira, e a China, com seu comunismo peculiar, abrindo as portas para o livre comércio como anfitriões de uma festa global. Vamos explorar essas deliciosas contradições com dados reais e uma pitada de sarcasmo.

Trump: o paladino do protecionismo

Donald Trump, sempre inovador, decidiu que a melhor maneira de fortalecer a economia dos EUA seria impor tarifas sobre praticamente tudo que se move no comércio internacional. Em abril de 2025, ele anunciou uma série de tarifas destinadas a reduzir a dependência de produtos estrangeiros. Essas medidas incluíram tarifas “recíprocas” sobre produtos do Canadá, México e China, além de taxas específicas sobre automóveis, microchips e medicamentos estrangeiros. Trump assegurou que essas tarifas gerariam receitas significativas, embora economistas alertassem para possíveis aumentos de preços e uma recessão iminente nos EUA.

O presidente, sempre poético, declarou que “tarifa é a palavra mais bonita do dicionário”. Ele rejeitou sugestões de que tais políticas poderiam aumentar a dívida federal ou prejudicar a economia dos EUA, argumentando que tarifas incentivariam empresas a construir fábricas em solo americano. 

Lula e a China: os campeões do livre comércio

Enquanto isso, do outro lado do espectro político e geográfico, temos Lula e a China, tradicionalmente associados à esquerda e ao comunismo, respectivamente, abraçando o livre comércio com entusiasmo digno de capitalistas vorazes.

Em dezembro de 2024, Lula destacou a criação de uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, enfatizando acordos com países como Singapura e negociações avançadas com os Emirados Árabes Unidos. Ele também mencionou a possibilidade de ampliar a cooperação econômica e tecnológica com a China, Japão, Vietnã e outros mercados asiáticos, visando benefícios mútuos para todos os membros do bloco. 

A China, por sua vez, apesar de sua ideologia comunista, tem sido uma defensora fervorosa do livre comércio, especialmente em resposta às tarifas impostas pelos EUA. Durante a guerra comercial iniciada em 2018, a China retaliou contra as tarifas americanas, mas também buscou fortalecer laços comerciais com outros países, promovendo iniciativas como a Nova Rota da Seda para expandir o comércio global. 

Conclusão: o mundo virado de cabeça para baixo

É realmente fascinante observar como as etiquetas políticas tradicionais podem se inverter no tabuleiro do comércio global. Temos um líder de direita adotando medidas protecionistas típicas de economias planejadas, enquanto líderes associados à esquerda e ao comunismo promovem o livre comércio e a integração econômica global. Talvez isso nos ensine que, no final das contas, as ideologias são mais flexíveis do que parecem, especialmente quando se trata de navegar nas complexas águas da economia mundial.

Marco Antônio André, advogado e ativista de Direitos Humanos

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