Bilionários 2025: Quem é a Mulher Mais Rica do Mundo?

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.

 

Depois de cinco anos, a lista anual de bilionários da Forbes tem uma nova mulher mais rica do planeta. Com uma fortuna estimada em US$ 101 bilhões (R$ 566,2 bilhões), Alice Walton retomou o título da herdeira da L’Oréal, Françoise Bettencourt Meyers, da França, que ocupava o posto desde 2021 e agora aparece como a segunda mulher mais rica do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 81,6 bilhões (R$ 457,4 bilhões).

Filha única do fundador do Walmart, Sam Walton (falecido em 1992), Alice Walton viu sua fortuna aumentar em US$ 28,7 bilhões (R$ 160,8 bilhões) em relação ao ano anterior, impulsionada por uma valorização de 40% na participação estimada de 11% que ela possui na gigante do varejo.

O Walmart atraiu uma onda de consumidores com sua estratégia de “Preços Baixos Todos os Dias” em meio à alta inflação americana. Já Bettencourt Meyers perdeu cerca de US$ 17,9 bilhões (R$ 100,3 bilhões), devido a essas mesmas pressões de mercado que fizeram as ações do conglomerado de beleza fundado por seu avô, Eugène Schueller (falecido em 1957), caírem quase 20%.

Quem é Alice Walton?

Aos 75 anos, Walton é uma das 15 pessoas que integram o chamado “Clube dos 100 Bilhões” – formado por quem tem um patrimônio de 12 dígitos. Ela é a segunda mulher na história a alcançar o status de “centibilionária”, seguindo os passos de Bettencourt Meyers, de 71 anos, que atingiu essa marca em junho de 2024.

Alice Walton ocupa o 15º lugar entre as pessoas mais ricas do mundo, logo atrás de seus irmãos Rob Walton, de 80 anos, e Jim Walton, de 76, com fortunas de US$ 110 bilhões (R$ 616,6 bilhões) e US$ 109 bilhões (R$ 611 bilhões), respectivamente.

Formada pela Trinity University, no Texas, em 1971, Alice Walton trabalhou brevemente como compradora de roupas infantis no Walmart antes de se mudar para Nova Orleans, onde atuou como corretora de ações na E.F. Hutton.

Durante os anos 1980, ela voltou para Bentonville, Arkansas – cidade natal da família – para liderar operações de investimento no Arvest Bank, pertencente aos Walton, antes de fundar sua própria empresa de empréstimos e corretagem, chamada Llama, com US$ 19,5 milhões (R$ 109,3 milhões) vindos de fundos da família. A Llama encerrou as atividades em 1998, e Alice retornou ao Texas, passando a se dedicar à curadoria de arte.

Arte e filantropia

Ela presidiu por uma década o Crystal Bridges Museum of American Art, em Bentonville, antes de passar o bastão, em 2021, para Olivia Walton, esposa de seu sobrinho Tom Walton.

Alice é reconhecida como fundadora do museu, que abriga obras de artistas como Andy Warhol e Georgia O’Keeffe. A ideia surgiu quando ela percebeu que não havia nada semelhante num raio de 500 km da cidade da família. Quase todos os US$ 1,6 bilhão (R$ 8,9 bilhões) investidos na abertura do museu, em 2011, vieram de fundos em nome de seu irmão falecido, John Walton, e de sua mãe, Helen Walton (falecida em 2007).

Nos últimos dez anos, Alice Walton também intensificou suas ações filantrópicas, destinando mais de US$ 5,8 bilhões (R$ 32,5 bilhões) a cinco fundações familiares que já distribuíram cerca de US$ 1,7 bilhão (R$ 9,5 bilhões).
Entre esses investimentos, destacam-se os cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões) doados por meio da Fundação da Família Walton – fundada por seus pais em 1987, no 25º aniversário do Walmart –, voltados para iniciativas de reforma educacional, meio ambiente e o desenvolvimento da região de Bentonville.

Também estão incluídos mais de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) investidos pela Fundação Art Bridges, criada por ela, que desde 2016 adquire e empresta obras de arte para mais de 230 museus pelo país – incluindo o Art Institute of Chicago, o MoMA em Nova York e a National Portrait Gallery do Smithsonian, em Washington, D.C.

Em agosto do ano passado, a Art Bridges Foundation anunciou a doação de mais US$ 249 milhões (R$ 1,3 bilhão) para ajudar a financiar a nova Escola de Medicina Alice L. Walton, em Bentonville, que vai integrar artes, humanidades e princípios de saúde à educação médica tradicional. A escola deve receber sua primeira turma, com 48 alunos, em julho.

“Quero criar oportunidades que ajudem pessoas e comunidades a realizarem seus sonhos”, diz Walton, em uma citação publicada no site de sua fundação. “É a alegria da minha vida – e um privilégio poder fazer isso.”

O post Bilionários 2025: Quem é a Mulher Mais Rica do Mundo? apareceu primeiro em Forbes Brasil.

Adicionar aos favoritos o Link permanente.