Carne do Brasil, Um Negócio Global e Acelerado de US$ 13 Bilhões

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As exportações brasileiras de carne bovina, com valores muito próximos de US$ 13 bilhões em 2024, têm alavancas claras: o país é líder global nessa proteína, tem passado nas últimas décadas por uma transformação tecnológica e inovadora do campo ao prato – e, o mais importante, há uma demanda dos mercados interno e mundial em ascensão. “Nosso trabalho é garantir que a carne brasileira seja reconhecida mundialmente por sua qualidade e competitividade”, diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Roberto Serroni Perosa, 46 anos, foi escolhido em dezembro para comandar a entidade que reúne 46 grupos exportadores brasileiros, donos de 98% das vendas externas. A Abiec é feita de nomes como JBS, Marfrig, Minerva, Frigol, Plena, Frisa, Prima, Barra Mansa, Argus, entre outras companhias. Para ele, o negócio “é promover a carne brasileira, abrir mercados e garantir que a indústria mantenha seu papel de destaque no comércio global”.

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Não por acaso, entre as tarefas imediatas de Perosa está a abertura de três escritórios internacionais em mercados estratégicos como China, EUA e Europa, os primeiros da entidade lá fora e que hoje são os principais clientes do país. Para ele, é um passo estratégico. “Abrir mercados é só o começo; consolidar e manter relações comerciais é o verdadeiro desafio”, afirma.

Experiência não lhe falta. O executivo, por sinal, saiu em outubro d0 ano passado de um dos postos mais estratégicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) dos dias atuais: a prospecção de novos mercados para produtos brasileiros. Reza em sua cartilha que essa entrada em mercados internacionais requer esforços conínuos, tarefa de parcerias para que os produtos brasileiros entrem na agenda
do país conquistando algo perene.

AgBR_Divulgação

Roberto Perosa, presidente da Abiec

Por isso, Perosa destaca o esforço na abertura de novos mercados – não apenas para a carne – durante seus 21 meses no Mapa. Como uma espécie de caixeiro-viajante, foram abertos cerca de 250 novos mercados para produtos do agro durante sua gestão na Secretaria
de Comércio e Relações Internacionais.

“Escolhemos adidos agrícolas com viés de negociação e visão comercial, não apenas técnicos”, diz ele. Em novembro, o Mapa ampliou sua equipe para 40 adidos; eram 29 na época de Perosa. São eles que monitoram, lá fora, os mercados, investigam possibilidades e fazem pontes para as aberturas, que em 2024 devem ficar próximas de 300 produtos adicionados.

No caso da carne bovina, Perosa afirma que “o Brasil precisa acessar mercados como Japão, Coreia do Sul e Vietnã, que representam 30% da demanda global de proteína bovina”. Em 2024, em volume, até novembro, foram embarcadas 2,6 milhões de toneladas para cerca
de 150 países.

*Reportagem publicada na edição 126 da Revista Forbes (digital e impressa) e atualizada.

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