Quem é CEO da Petrobrás, Jean Paul Prates, que está na ‘corda bamba’ do governo?

O atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, está na corda bamba após uma crise na estatal que desagrada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O CEO ironizou a possível demissão, enquanto o governo considera um nome para o possível substituto.

foto mostra Jean Paul Prates de terno e gravata amarela, sério

Jean Paul Prates é o atual presidente da Petrobrás – Foto: Pedro França/Agência Senado

As informações são do R7. Nesta quinta-feira (4), Jean Paul Prates usou as redes sociais para ironizar os rumores da possível saída do cargo.

“Jean Paul vai sair da Petrobras?”, questionou um usuário do aplicativo de mensagens. “Acho que após as 20h02. Vai pra casa jantar… E amanhã às 7h09 ele estará de volta na empresa, pois sempre tem a agenda cheia”, respondeu.

Crise na estatal teria colocado Jean Paul Prates na mira de Lula

No início de março, a Petrobras perdeu R$ 55 bilhões de valor de mercado em apenas um dia, quando as ações registraram queda de 10,5%.

O problema ocorreu após o anúncio de que a Petrobras iria reter os dividendos extraordinários, avaliados em R$ 43,9 bilhões. O movimento faz com que a crise na estatal escalasse e motivou uma tropa de farpas entre Prates e Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

A crise dos dividendos deixou Lula reflexivo e, nos dias seguintes, passou a avaliar o lugar de Jean Paul Prates como CEO da Petrobras.

De acordo com integrantes do governo, foram dois dias de negociação intensa em relação à posição do Conselho de Administração sobre distribuir ou não dos lucros da companhia.

O presidente da Petrobras solicitou uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do futuro da empresa. Não há ainda data para o encontro.

Aloízio Mercadante está na fila

Após Prates entrar na mira do presidente, Lula deixou o economista e o diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, de sobreaviso para assumir a presidência da estatal.

A avaliação do governo federal é de que o perfil do substituto deva ser técnico e profissional, não político.

“O ideal seria uma pessoa dedicada à gestão, aos resultados da empresa, que falasse pouco para fora. Um perfil que se equilibre entre os interesses do Brasil, do governo Lula e da empresa”, diz um integrante do governo.

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