Renda Passiva: Cinco Opções de Ativos para Colocar na Carteira

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Construir a tão sonhada renda passiva é um objetivo comum para quem busca ganhos recorrentes. Afinal, quem não quer que seu dinheiro trabalhe por você? Um investidor pode utilizar inúmeros tipos de ativos para compor o portfólio, escolhendo aqueles que melhor se adequam ao seu perfil de risco e objetivos financeiros.

Na renda passiva se recebe uma remuneração periódica sobre os investimentos feitos. Ou seja, é uma renda adicional, por meio da qual não existem esforços ativos para adquiri-las e sim o uso de instrumentos financeiros para tal. Esse tipo de ganho pode ser derivado tanto de ativos imobiliários, como o aluguel de um apartamento, quanto por ações, títulos públicos, corporativos, entre outros.

Os especialistas alertam que independentemente do portfólio, o investimento necessário para gerar um ganho que cubra os gastos totais de uma pessoa ou de uma família é alto. Para determinar esse valor, Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, indica a seguinte fórmula: multiplique o seu custo de vida mensal por 12 para saber o custo de vida anual. Então, divida esse valor pela taxa de juros real da sua aplicação, descontando a inflação do período. O resultado corresponderá ao montante que deve ser investido.

Com isso em mente, especialistas consultados pela Forbes Brasil indicaram 5 investimentos para ter na sua carteira sem precisar trabalhar ativamente por eles.

1- Dividendos de ações

Dividendo é uma parcela do lucro da empresa que é distribuído aos acionistas, isento de cobrança de imposto de renda. O valor pago é calculado por ação. Então, cada investidor receberá um valor proporcional a sua posição na empresa. Cada companhia também define qual deverá ser o valor mínimo a ser pago — e qual será a recorrência do pagamento.

Segundo Gabriela Joubert, estrategista-chefe do banco Inter, ao aportar nestas ações, a pessoa receberá dividendos, geralmente, trimestralmente, semestralmente ou anualmente. No entanto, ela alerta que é preciso avaliar as condições destas empresas com frequência, para validar se as expectativas de pagamentos no futuro seguem favoráveis.

“Não é porque uma empresa dá lucro que ela obrigatoriamente é uma boa pagadora de dividendos”, comenta a especialista. Em muitos casos, elas utilizam o montante para reinvestir em seus negócios, adiantar pagamentos de débitos ou amortizar prejuízos de outros períodos. A lógica é que quanto mais ações de boas empresas você possuir, maior será sua participação nos lucros.

2- Fundos imobiliários (FIIs)

Os fundos imobiliários são investimentos que aportam em imóveis para locação, projetos imobiliários ou títulos de dívida do setor, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

“O ponto positivo é que eles funcionam como uma forma de investir em imóveis e setores estratégicos sem precisar comprar um imóvel físico. Esses fundos distribuem rendimentos periódicos, normalmente mensais, que vêm dos aluguéis dos imóveis ou da operação dos ativos”, afirma Ian Toro, especialista em renda variável da Melver .

Apesar da alta da Selic diminuir o apetite dos investidores pelos FIIs, de acordo com dados recentes da B3, a bolsa brasileira já conta com 2,6 milhões de pessoas físicas nessa categoria, sendo que os investidores individuais representam uma fatia significativa, com 75,2% do total. Eles são ativos capazes de gerar renda passiva por meio do pagamento de proventos regulares, por serem obrigados por lei a repassar a maior parte de seus rendimentos aos cotistas.

3- Títulos de renda fixa com juros semestrais

Assim como em 2024, este ano deve ser muito positivo para os investimentos em renda fixa. Os juros devem seguir rendendo bem mais do que a inflação.

Um levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que os Certificados de Depósito Interfinanceiro (CDI) renderam em média 10,78% em 2024. Isso significa juros reais de quase 6% ante uma inflação de 4,83% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O especialista Ian Toro destaca o Tesouro Direto IPCA+ como uma excelente opção de obter renda passiva. “Esses títulos são seguros e garantem que você receba uma quantia fixa a cada seis meses, além da correção pela inflação. É uma opção interessante para quem busca previsibilidade de rendimento”, afirma o executivo.

4- Previdência privada

A estrategista-chefe do Inter também aponta para a previdência privada como uma das melhores formas de obter renda passiva. Apesar de ser conhecida como uma aplicação para aposentadoria, a previdência também pode ser usada para construir ou aumentar o patrimônio.

Essa categoria é um investimento de longo prazo que permite que o investidor deposite quantias mensais por um determinado período e receba esses recursos com juros. Além da renda por mês, o montante acumulado pode ser resgatado em sua totalidade, dependendo do plano escolhido.

Porém, assim como nos fundos imobiliários, é preciso levar em consideração que existem as taxas de administração que podem ser altas, o que impacta na rentabilidade final.

5- Juros sobre Aplicações Financeiras

Apesar dos obstáculos, como os juros elevados e incertezas econômicas, essas aplicações possuem uma vantagem: potencial de rentabilidade superior.

Os investimentos nesse setor podem oferecer retornos maiores no longo prazo, principalmente em setores com potencial de crescimento. De acordo com Toro, investimentos como Certificado de Depósito Bancário (CDBs), Letra de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Créditos do Agronegócio (LCAs) e Debêntures pagam juros sobre o capital investido, funcionando como um empréstimo que você faz para bancos ou empresas.

“Alguns desses produtos oferecem rendimentos periódicos, proporcionando uma renda passiva regular ao investidor”, diz o especialista em renda variável da Melver.

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