Um papo reto com o torcedor do Figueirense sobre transparência, promessas e outros assuntos

A recente declaração do Marco Aurélio Cunha, no programa da VEG Esportes de que o elenco do Figueirense está fechado para o Campeonato Brasileiro da Série C teve uma repercussão que não deveria ter entre os torcedores e nem da forma que foi.

Torcida do Figueirense precisa entender o momento atual do clube – Foto: Patrick Floriani/FFC

Sejamos honestos: em nenhum momento, desde a chegada da Clave Investimentos e dos profissionais que estão trabalhando para o “soerguimento” do clube, promessas mirabolantes foram feitas como ocorriam até pouco atrás no estádio Orlando Scarpelli como Libertadores em cinco anos, estádio para 40 mil torcedores e outros delírios que no fim causavam mais decepções para os alvinegros do que ajudavam no processo da retomada alvinegra.

Ou seja, a turma que chegou, desde o começo deixou claro que o momento é de dificuldades. Prometeram trabalho, salários em dia e não fizeram promessas irrealizáveis.

Sendo direto e reto com a torcida do Figueirense no momento atual, há duas opções: voltar a se iludir com metas mirabolantes ou entender que o momento é de organização da casa e de reconquista da credibilidade nos mercados: da bola juntos aos outros clubes e atletas, e no financeiro juntos aos credores.

Não é um caminho fácil de ser trilhado, ninguém afirmou isso (e também ninguém disse que seria tão difícil). Mas, só o fato do torcedor em geral, entender esse momento e encarar esse dura realidade, tira a possibilidade de ser enganado como ocorreu em outras vezes onde faltou, acima de tudo, a transparência.

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